Chatbot é uma inteligência de programação de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas, tornando o diálogo entre humanos e máquinas amigável.

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O conceito de Chatbot

A razão de existir de um chatbot é que ele responda às perguntas das pessoas de tal forma que elas tenham a impressão de que estão conversando com outra pessoa e não com um programa de computador. Após o envio de perguntas em linguagem natural, que respeitam um script de conversação, o programa consulta uma base de dados e em seguida fornece uma resposta que tenta imitar o comportamento humano.

O termo Chatterbot surgiu da junção das palavras chatter (a pessoa que conversa) e da palavra bot (abreviatura de robot), ou seja, um robô (em forma de software) que conversa com as pessoas. A palavra foi inventada por Michael Mauldin em 1994, para descrever estes robôs de conversação na Twelfth National Conference on Artificial Intelligence.

Chatbots em aplicativos de mensagens

Durante a F8, conferência do Facebook voltada para desenvolvedores, a rede social anunciou o lançamento da sua loja de robôs. A empresa está oferecendo aos desenvolvedores acesso a mecanismos avançados de linguagem natural, o que permite que eles criem robôs que podem continuar aprendendo com o passar do tempo. O Facebook ainda tem a vantagem de ter uma base rica em dados, que permite que os desenvolvedores criem robôs muito personalizados. O lançamento incluiu alguns robôs em páginas de parceiros, como a CNN, HP e Wall Street Journal.

Ele estão se tornando uma tendência por conta de uma convergência de três coisas: primeiramente, a penetração de aparelhos móveis; depois, o crescimento do uso de aplicativos de mensagens; e, por último, os recentes e rápidos avanços no desenvolvimento de inteligência artificial, que permite que esses robôs para chats possam ser mais detalhistas e parecerem mais humanos.

Chatbots são diferentes de assistentes digitais?

É uma diferença bastante sutil, mas um assistente digital é criado para ajudar você ao responder perguntas, como faz a Siri, da Apple. Um robô para chat já pode ser um pouco mais parecido como um representante da empresa. No entanto, não existem motivos para que um robô de chat não possa desempenhar um papel personalizado, com base nas definições feitas por quem o desenvolve. Por exemplo, um robô de chat de uma seguradora pode pedir informações sobre o sua idade e alguns dados comportamentais, e assim oferecer alternativas reduzir a sua franquia se você estiver em uma “área de risco”.

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No filme Ex Machina a robô rouba a cena

Chatbot da Google usa rede neural para falar com você

Mesmo que de forma mais rudimentar, os chatbots estão há tempos à disposição dos curiosos que querem conferir o potencial de uma conversa direta com as máquinas – ou pelo menos com o software rodando nelas. O problema é que, mesmo que o robozinho do IRC ou de sites como o Cleverbot fossem surpreendentes por um tempo, não demorava até que alguns padrões de programação ficassem óbvios e a brincadeira perdesse a graça.

A novidade é que o Google está desenvolvendo um bot capaz de aprender e responder questões filosóficas. Mais uma vez apostando no segmento de inteligências artificiais cada vez mais avançadas, a empresa deixou de lado milhares de linhas de parâmetros pré-programados para investir em um chatbot que se apoia em uma verdadeira rede neural informatizada – um conjunto de computadores que simula o funcionamento dos neurônios humanos. A tecnologia já é usada por diversas gigantes do setor para detectar padrões, catalogar informações de levas gigantescas de informações e auxiliar em traduções entre diferentes línguas.

Facebook usa chatbots no Messenger

Em seu evento voltado para desenvolvedores, o F8, o Facebook anunciou o lançamento de uma plataforma que permitirá a criação de chatbots, para automatizar o atendimento em sites de comércio e serviços online. Trata-se do Messenger Platform Beta, que segundo a empresa tornará a experiência de conversas em chats “muito mais atrativa”.

A ideia é utilizar inteligência artificial para personalizar a experiência de atendimento ao usuário. Mark Zuckerberg, fundador e presidente do Facebook, mostrou as ferramentas e deu exemplos de como ela funciona. Um dos exemplos utilizou a loja de calçados Spring. Em poucas linhas de conversas, o usuário conseguiu ter acesso a uma série de modelos personalizados baseado no que ela buscava. Com alguns cliques o usuário já estava na tela de compras, já com tamanho e modelo desejado.

“Estamos construindo tecnologia que vai dar a todos o poder de compartilhar facilmente qualquer coisa com qualquer pessoa. Seja para se manter em contato com seus amigos, começar um novo negócio ou ajudar a resolver os problemas do mundo, o caminho é conectar todas as pessoas”, afirmou Zuckerberg, mostrando a amplitude das novas ferramentas do Messenger.

Além do óbvio uso para lojas virtuais, os chatbots também terão poderão ser utilizados por companhias aéreas para responderem questões sobre voos, empresa telefônicas apresentando novos produtos ou em empresas de delivery de refeições.

Logo após os anúncios, a API das aplicações já estava disponibilizada para testes. Através dela, desenvolvedores já podem criar bots para enviarem respostas configuradas, informações ou imagens, além de links para o site da empresa. Após o período inicial de testes, o Facebook aceitará as implementações de bots feitos por usuários.

Outras ferramentas também foram apresentadas, como o Account Kit, que permitirá o login em sites com a conta do Google; o Social Plugin, para salvar listas de compras e URLs diretamente no perfil do Facebook; além de outras aplicações que darão aos desenvolvedores (e ao próprio Facebook) dados completos sobre interações para permitir a segmentação de conteúdo e publicidade.

O futuro dos chatbots

A ideia dos chatbots não é exclusiva e em breve se tornará onipresente. A Microsoft já anunciou algo similar, bem como o Telegram. Não é difícil apostar que também chegará ao WhatsApp em breve.

O lançamento também revela mais uma forma da rede social dar passos cada vez mais largos para se tornar onipresente. Anteriormente, a empresa também lançou o serviço Instant Articles, para ler notícias diretamente na rede social, e o Internet.org, para levar conexão (com a própria rede social como página principal) para países de terceiro mundo.

É claro que os chatbots ainda estão longe de serem perfeitos, mas, por estarem em um estágio bem inicial, dão aos pesquisadores a confiança de que podem ser desenvolvidos e lapidados para versões ainda mais robustas. O fato de algumas respostas serem relativamente secas e, pouco humanas, também pode ser atribuído ao uso reduzido das ferramentas. A perspectiva é que, quanto mais elas forem questionadas, mais naturais sejam suas as respostas.

Estaremos aqui para ver..

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