Estratégias O2O vem cada vez sendo mais utilizadas no marketing. Elas criam condições para marcas realizarem a ativação de consumidores no online e no offline de maneira integrada, construindo a conexão necessária entre os múltiplos canais, seja do online para o offline ou vice-versa.

Embora sua empresa tenha diversos canais de comunicação, relacionamento e negócios (loja física, website, ecommerce, redes sociais, anúncios) o cliente é um só correto? O modelo O2O mescla comportamentos do consumidor online e offline e com isso, entrega uma experiência mais completa e focada na transação. A intenção final é induzir o cliente a interagir com a marca no website, aplicativo ou redes sociais e também na loja física.

O que é O2O – Online to Offline e como isso é possível?

A sigla em inglês O2O – Online to Offline, é usada para designar estratégias que conectam ambientes digital e fisico, porém permitindo a correta mensuração da participação de cada canal na jornada de decisão de clientes e prospects. O objetivo é basicamente fazer com que a uma campanha digital não fique só no meio online, mas engajar e mensurar o impacto do digital no fluxo de clientes em uma loja física, por exemplo.

Mas como isso funciona?

Basicamente, uma estratégia O2O se torna possível graças à presença dos smartphones, que se tornaram a primeira tela para muitas pessoas. O crescente uso de dispositivos móveis nas pesquisas que antecedem as compras, oferecem aos profissionais de marketing a oportunidade de coletar mais informações sobre os interesses e comportamentos e com isso, as estratégias podem ser direcionadas visando a conversão, independente do canal.

Cenário O2O em 2021: Smartphones se tornaram o principal meio de acesso à internet no Brasil
Fonte: Digital 2021 – Brazil

Como os smartphones geram dados relacionados à movimentação e localização dos usuários, é possível aferir, de maneira anônima, que determinado usuário pesquisou um determinado termo, clicou em um anúncio e optou pelo trajeto à loja, em vez de comprar online no ecommerce.

Pesquisas so Google sugerem que mais de 60% dos compradores buscam informações online sobre produtos antes de fazer uma compra. O modelo agrega facilidade e incentiva os usuários a contarem com a loja física, para quem sabe, concluir a transação localmente.

O2O em estratégias para vendas nas lojas físicas

Estamos vivendo um momento em que o planejamento em relação ao futuro se tornou mais difícil e complexo, seja na nossa vida pessoal, seja nos negócios. A crise causada pela pandemia da COVID-19 mudou drasticamente o comportamento do consumidor e, desde então, as empresas têm se adaptado às exigências dinâmicas dos clientes para se manter relevantes. No momento atual, o básico é muitas vezes um diferencial.

Na prática, manter as informações da sua empresa atualizadas em seu e no Google Meu Negócio, pode fazer a diferença para canalizar o interesse de usuários do digital para um produto ou serviço a ser retirado na loja física.

O2O e as buscas dos consumidores
Fonte: Think With Google | IPSOS 2017

Por que é tão importante manter informações sobre o seu negócio atualizadas? A pandemia tem nos ensinado que cada saída de casa exige mais decisão e planejamento. Segundo dados internos do Google, 30% das buscas feitas em celulares, por exemplo, são ligadas à localização, o que pode render uma indicação à sua loja física. Ainda no campo do básico a ser feito, ao conectar o Google Meu Negócio com o Google Ads, é possível mensurar sua presença online.

Há dados que mostram como os clientes encontraram seu negócio, como interagiram com ele — via ligação telefônica, encontrando uma rota, clicando no seu site ou enviando uma mensagem. Indo além de todas essas funções, também é possível interagir com as pessoas que avaliam seu negócio ou serviço. Caso receba algum feedback negativo, atue de forma a melhorar. Isso traz uma sensação de segurança para as pessoas que estão procurando seu negócio.

O2O - Supermercado online

+508% de aumento nas pesquisas por entrega de supermercado ou compra de itens domésticos online (Google/Ipsos 2020). Cada vez mais, o online se consolida como importante ponto de apoio às lojas físicas. Lembre-se que há pouco tempo as pessoas não tinham o habito de fazer compras em supermercado online, por exemplo.

As soluções O2O (online to offline) permitem que negócios de diferentes tamanhos tenham uma experiência de compra online, independentemente da criação de um e-commerce. Com essas soluções, é possível chegar a mais pessoas, incrementar as vendas e mensurar suas campanhas. Se você trabalha com uma agência de performance, procure se informar sobre as soluções para mídia O2O. É possível exibir anúncios específicos para determinados públicos ao longo da jornada de compra.

Uma opção muito interessante para quem pretende incrementar a estratégia com uma visão omnichannel, é investir em LIA (Anúncios de Inventário Local) que mostram quais são os itens disponíveis na loja, dando mais opção de escolha para o consumidor: seja para comprar online, seja comprando no formato pague e retire, seja levando a uma compra na loja física daquele produto disponível em estoque.

Anúncios disponíveis nas redes de pesquisa e display do Google

O2O: O modelo de negócio do futuro?

Do futuro não, do presente. É até natural que sejam elaborados serviços contratados online para serem entregues off-line. Deste ponto de vista, o movimento de buscar expandir a contratação de serviços por via digital e entregues da forma tradicional é uma reação quase que automática à transformação digital.

Até mesmo o governo segue essa tendência, oferecendo, por exemplo, a possibilidade de agendamento online de perícias previdenciárias, para dar entrada em procedimentos de abertura de empresas e alguns outros, que ainda não podem ser finalizados no meio digital.

Por isso, serviços como os de transporte, entregas de comida e hospedagem já atendem grande parte da demanda no modelo online/off-line. Contudo, algumas barreiras ainda impedem a adoção do modelo em maior escala. Dentre elas, destacam-se: cultura formal do nosso modelo burocrático, que privilegia a presença física para contratação de alguns serviços (como no caso dos bancos tradicionais, que estão sendo forçados a mudar pelas fintechs), e limitações de logística.

Obviamente, a expansão do modelo é uma consequência do crescimento do ecommerce, algo que vem ocorrendo com tanta expressividade que dispensa repetirmos aqui os impressionantes e animadores dados do setor. De outro lado, o crescimento do O2O também pode contribuir para o aumento das vendas online. Afinal, ele é uma solução para que o cliente possa contar com toda a agilidade da internet, mas sem se privar da segurança que sente com o contato presencial.

Contudo, o grande boom do sistema depende da estrutura logística e de transpor algumas barreiras. Com o aprimoramento das soluções logísticas e, com a integração de operações, a tendência é de uma grande expansão do modelo. Como você pôde observar, o O2O tem estreita relação com a transformação digital. Ela é impulsionada pela busca de aproximar e integrar o digital e o físico.